
"Se eu fosse pintor passava a minha vida a pintar o pôr do sol à beira-mar."
terça-feira, fevereiro 22
segunda-feira, fevereiro 14
ARCO-ÍRIS

O arco-íris
é uma borboleta gigante
dá a volta ao mundo
num instante.
Quando uma asa está,
por exemplo, no Estoril
a outra já está
em Londres ou no Brasil.
António José Forte
por Sílvio Mendes à(s) segunda-feira, fevereiro 14, 2005 1 para a meia noite
segunda-feira, fevereiro 7
A meia noite mudou de cara.
"Primeiro estranha-se, depois entranha-se."
por Catarina à(s) segunda-feira, fevereiro 07, 2005 5 para a meia noite
sexta-feira, fevereiro 4
É preciso uma flor
"Não se pede muito. Apenas uma flor. Azul. Amarela. Vermelha.
De todas ou qualquer cor do arco-íris, com todos os reflexos da esperança e da alegria.
É preciso uma flor. Garante-se. É tão urgente como o amor. Como a paz. Como a amizade certa entre as pessoas.
É preciso uma flor!
Que cresça no rosto das crianças, nas mãos dos adolescentes, no sorriso dos velhos, mas é preciso!
É preciso uma flor!
Azul. Amarela. Tanto faz. Uma flor pequenina. Áspera. Anónima.
A nosso lado há dezenas de mãos ignoradas onde a flor poderá florir.
Semeemos a flor.
É urgente.
É urgente.
Que se ponham anúncios nos jornais diários; que a rádio transmita incessantemente a notícia; que as crianças repitam o slogan, que os anúncios luminosos, ininterruptamente, repitam o grito.
É PRECISO UMA FLOR!
Que a flor invada a cidade, as casas, a rua, a oficina, o hospital, a escola, o atelier.
É preciso uma flor!
É PRECISO UMA FLOR!
Garante-se.
Testemunha-se.
Confirma-se.
O dia será diferente para todos, quando a flor acontecer.
Mais não podemos esperar.
APENAS UMA FLOR!"
por Sílvio Mendes à(s) sexta-feira, fevereiro 04, 2005 2 para a meia noite
quinta-feira, janeiro 27
Há um pequeno país
separado do continente por um rio de vinho
onde as mulheres amam os homens
com as palavras dos grandes poetas
(que eram homens que amavam mulheres e outros homens)
(...)
neste pequeno país
só há uma amor
um lago uma vida uma refeição uma luta
uma mentira e uma verdade
(...)
esse país, se as juntar ambas,
é
as minhas mãos.
Luis Felipe Borges, O Natal no meu país
Também as minhas.
por Catarina à(s) quinta-feira, janeiro 27, 2005 0 para a meia noite
quinta-feira, janeiro 20
"Davam-se todos bem,/ e o dia era fácil de viver. / Em uníssono compreendiam a harmonia, / e a sós compreendiam-na também. De quando em vez um deles afastava-se / e depois regressava; / encontravam-se amiúde pelo caminho / - afastando-se e regressando- /e gostavam de se encontrar assim.//
Daniel Maia-Pinto Rodrigues
in Apontamento (Saudade)
Tenho uma proposta.
Reavivar a plataforma.
Que me dizes?
Que me dizem?
por Catarina à(s) quinta-feira, janeiro 20, 2005 0 para a meia noite
segunda-feira, janeiro 17
OS MEUS PASSOS
Os meus passos são de flores.
Eu, uma vez, pisei o sol:
mas não o magoei porque
os meus pés são pequeninos.
Vitor Pinho Moura
(um menino que tinha 8 anos em 1993
e que não sei quem foi e/ou é)
por Sílvio Mendes à(s) segunda-feira, janeiro 17, 2005 0 para a meia noite
