quinta-feira, novembro 18
terça-feira, novembro 9
Escreveram-nos uma carta.
É importante lê-la.
A inoportuna sempre tão oportuna...
por Catarina à(s) terça-feira, novembro 09, 2004 0 para a meia noite
quinta-feira, outubro 28
Poeta
- Vai!
corre o mundo
encostado
a um bordão de esperanças!
Hão-de ferir-te os pés
as pedras dos caminhos.
mas entenderás a conversa dos ninhos
e o riso das crianças.
Saúl Dias
por Sílvio Mendes à(s) quinta-feira, outubro 28, 2004 0 para a meia noite
domingo, outubro 24
Chove.
Vou pintar as paredes da minha casa de outra cor. Vou. Vou. Vôo.
Dar uma primeira-de-mão de conto, por cima da poesia.
por Catarina à(s) domingo, outubro 24, 2004 0 para a meia noite
sábado, outubro 9
Se o Verão se vai embora dos teus olhos, não estou preparada para o Inverno.
O teu olhar sorri quando a minha pupila cresce ou quando fica pequenina?
por Catarina à(s) sábado, outubro 09, 2004 0 para a meia noite
segunda-feira, setembro 27
então era isso

Ela pensava que sabia. Pensava que pensava em coisas boas e que assim podia. Pensava que nem sequer era preciso pensar nem saber porque o instinto de ser livre era mais forte, dotado de tanta força que nem os furacões se atreviam a desafiá-lo. Ela pensava e sonhava isto tudo. Sabia pensar e pensava que sonhava e sabia, sabia mesmo. Sabia tanto-com-tanta-força-que-nem-os-furacões que nunca mais foi vista noutra forma que não a de estrela-polar (às vezes com outras sem hífen, ou cauda brilhante e cadente, como o autor-criança lhe prefere chamar). Ela sonhava, pensava, sabia e voava. Mesmo.
por Sílvio Mendes à(s) segunda-feira, setembro 27, 2004 0 para a meia noite
sexta-feira, setembro 17
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Cecília Meireles
por Catarina à(s) sexta-feira, setembro 17, 2004 0 para a meia noite

