quarta-feira, fevereiro 21

Aqui Nasceu Portugal II

Na carripana a caminho de França, para a capital das
luzes ou coisa assim que brilham, brilham e depois
caem azuis, ou caem
amarelas?
As ainda não amarelas sexta-feiras sem
água que me cresce na boca quando tenho
sede
mas daquela que dá pontos nos postos de abastecimento
de beijos, de lábios. Beija-me sem lábios. Beija-me
com a pele, Beija-me com a parte de dentro
dos beijos
, dos que afastam todos os mares de pedras e an-
seios que cubro e tu cobres, que eu descubro e tu
cobres
a minha ausência de sentidos com a ternura
contínua, continua, continua. Não há fim que se consiga manter
fim.
E recordá-lo tantas vezes quantas as precisas para
só viver, com asas de pombo apaixonado, esse
momento - início, de momento em momento com
pétalas a secar no dossier. Rosas e laranjas e frutos e flores
e cores,
ou então candeeiros pálidos pendurados no tecto,
à espera da tempestade da flor silvestre.

sábado, fevereiro 3

Arrumei a casa.

Porque a meia noite é todos os dias um céu estrelado.

segunda-feira, janeiro 29

Aqui Nasceu Portugal

- O que és quando acordas em mim?
- O pássaro quadrado no desenho de um menino pequeno.

- O que é o estendal da fantasia?
- É o polvo com braços de flores.

- O que são poemas?
- São grandes, fortes e bebem água.


domingo, janeiro 14

terça-feira, novembro 7



Diga lá se nasço ou se morro,
senhora cegonha do bico empinado,
seu passarão de Arouca,
diga se vou a algum lado
ou se por aqui caio,
senhora dona louca,
mentirosa de um raio.

Veja lá se tira ou se dá,
se é boa ou se é má,
morro hoje ou nasço amanhã?

Se me aperta os dedos,
se me esmaga o peito,
se me espalha os medos.

Veja lá seu pássaro laranja,
se me deixa com fome
e o como numa canja.

E não adianta ensaiar ameaça
nem chamar suas primas,
olhe que a cozinho num tacho de massa
ou destruo-a com rimas.


tela: Henri Matisse; Dance (Primeira Versão)

quinta-feira, outubro 12

Apaixonei-me.












(e ele sempre esteve aqui)

domingo, agosto 6