domingo, maio 20
terça-feira, maio 1
O amor é como duas borboletas que estivessem
sobre uma rosa, a mais linda de todas do jardim.
O amor tem que haver.
Se não houvesse amor não havia nada bonito.
O amor são duas estrelas a brilhar, a brilhar.
A rosa e o sol são o amor.
O amor é a poesia.
O amor são dois passarinhos a construir a sua
casinha.
O amor é não haver polícias.
Inácio Cruz, no passado, aos 10 anos.
por Sílvio Mendes à(s) terça-feira, maio 01, 2007 1 para a meia noite
sexta-feira, março 16
Casa inacabada com baloiço na janela
"Moro numa casa inacabada
feita de terra molhada
com o céu às cavalitas
Entra, mas desculpa a confusão;
anda tudo pelo chão,
não contava com visitas
Comigo mora gente tão diferente
que às vezes, pontualmente,
só falamos por sinais;
Cada um tem na sua bagagem
um bilhete de passagem
pelos pontos cardeais
Na sala, uma velha cartomante
lê ao cavaleiro errante
um destino vencedor;
As cartas falam de perdas e danos
Para, no correr dos panos,
encontrar o seu amor
Ao fundo, dorme um soldado sisudo
com umas botas de faz-tudo
e uma paixão de aluguer;
O bêbado que está no quarto ao lado
chora sempre em tom de fado
o amor de uma mulher
Aquela que tem o corpo na esquina
diz que também foi menina
Há-de um dia ser feliz
O homem que a usou pelos quintais,
como é norma entre iguais,
compreende o que ela diz
Em cima fica o quarto dos amantes,
dos poetas, viajantes
e dos loucos sem lugar;
Pintaram um baloiço na janela
com a luz de uma aguarela
para a Lua baloiçar
Assim somos vizinhos de outras crenças,
de outros livros e sentenças
Outras formas de oração;
Mas quando a noite traz os seus momentos
escapa destes aposentos
um bater de coração
Revela-se a verdade nua e crua:
Chove mais do que na rua
Trago o fato ensopado
Aqui qualquer um é vagabundo,
esta casa é todo o mundo
Falta só pôr um telhado"
João Monge
por Sílvio Mendes à(s) sexta-feira, março 16, 2007 2 para a meia noite
quarta-feira, fevereiro 21
Aqui Nasceu Portugal II
Na carripana a caminho de França, para a capital das
luzes ou coisa assim que brilham, brilham e depois
caem azuis, ou caem
amarelas? As ainda não amarelas sexta-feiras sem
água que me cresce na boca quando tenho
sede mas daquela que dá pontos nos postos de abastecimento
de beijos, de lábios. Beija-me sem lábios. Beija-me
com a pele, Beija-me com a parte de dentro
dos beijos, dos que afastam todos os mares de pedras e an-
seios que cubro e tu cobres, que eu descubro e tu
cobres a minha ausência de sentidos com a ternura
contínua, continua, continua. Não há fim que se consiga manter
fim. E recordá-lo tantas vezes quantas as precisas para
só viver, com asas de pombo apaixonado, esse
momento - início, de momento em momento com
pétalas a secar no dossier. Rosas e laranjas e frutos e flores
e cores, ou então candeeiros pálidos pendurados no tecto,
à espera da tempestade da flor silvestre.
por Sílvio Mendes à(s) quarta-feira, fevereiro 21, 2007 0 para a meia noite
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sábado, fevereiro 3
Arrumei a casa.
Porque a meia noite é todos os dias um céu estrelado.
por Catarina à(s) sábado, fevereiro 03, 2007 1 para a meia noite
segunda-feira, janeiro 29
Aqui Nasceu Portugal
- O que és quando acordas em mim?
- O pássaro quadrado no desenho de um menino pequeno.
- O que é o estendal da fantasia?
- É o polvo com braços de flores.
- O que são poemas?
- São grandes, fortes e bebem água.
por Sílvio Mendes à(s) segunda-feira, janeiro 29, 2007 2 para a meia noite
Marcadores a dois.


