domingo, março 7

Semente de ti

Os seus olhos pararam nos meus, suspensos na paredede da sala.
Com olho em estrela embalou:
- Ainda me lembro deste olhar de quem quer descobrir o mundo.
Hoje também.
O olhar continua atento. A descobrir-te.
Como o resto do mundo que fazes parar á tua volta, a sentir as ondas de encanto que multiplicas dentro de cada.
Não és fada. És a própria varinha de condão, Mar.
(Devolvo-te as palavras que, adivinho, me dirias):
- E, ás vezes, as pessoas grandes não entendem as varinhas de condão.

terça-feira, março 2

Amanheci

é bom ser de manhã. ser, enquanto a brisa gelada permanece os últimos segundos antes de descolar para um qualquer anoitecer. é bom Ser de manhã. Ser a própria manhã talvez não compense, ela que o diga. Ela que sempre existiu em si. Como eu não. Vou repetir: é bom. ter fome e sono desta "estranha forma de acordar que é estar pronto pra dormir". Amanheci e antes disso já a manhã existia. despertadores-dois às 7h15m. Acordei, mas antes disso a manhã já existia. é bom ser de manhã.

quinta-feira, fevereiro 12

Tom Jobim disse:

"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar"


O vento é livre e subtil.
E voa...
E é apaixonado pela manhã.
Quero ser vento. Tão.

sábado, janeiro 31

segunda-feira, janeiro 19

Rápido e descoordenado

deve ser tão bom poder-se sorrir por estar a escrever. Gerlamente quando escrevo, apenas escrevo. Sem sorrir. É um alívio mas não de felicidade. Geralmente só uma língua de fora e papéis em branco a abarrotarem ideias por escrever´. É quando escrevo melhor.
e é tão certo ter que carregar o fardo da incomunicabilidade na minha escrita.
"Só o silêncio pode demonstrar a cumplicidade...";
"donos dos nossos silêncios e prisioneiros das nossas palavras...";
e as tardes acabam por findar todas assim, na mesma nostalgia do incomunicável.
não comunico, escrevo.
porque as minhas palavras não devem nem podem ser interpretadas.
e devem habitar a aldeia Inofensividade como se ela (e a palavra) existisse(m).

mais descoordenado do que rápido, afinal.



não abras.

terça-feira, janeiro 13

Portofólio

Abrigada por um escudo que percebo mais além da sua existência posso escrever, sim.
Sorrio.
Na oportunidade de poder viver os dias com pessoas tão espelho de verdade e bem viver.
"desfolhando a sorte que a vida lhes deu"
O preto e branco nas fotos de quem me traz o mundo numa natural sensibilidade.
Só o silêncio pôde demostrar a cumplicidade de entender o que ela capta com a objectiva.
Diz-me. Serei bailarina a preto e branco?

segunda-feira, janeiro 12

Escudo de verttigem


para que te sintas protegida enquanto não amanhece,
para que escrevas.